Europa

Editorial – Histórias que jamais deveriam se repetir

28 de fevereiro de 2022. Nunca imaginei que o primeiro post do ano – após uma pandemia- iria ser sobre um editorial sobre uma guerra na Europa. Depois de dois anos lutando contra o coronavírus, as fronteiras começam a se abrir, porém o mundo ganha uma nova preocupação. Seria hipocrisia dizer que tivemos anos de paz, na realidade sabemos que isso nunca aconteceu. Aqui no Qualquer Latitude já tivemos posts divulgando histórias e restaurantes de refugiados sírios e explicando os direitos humanos e a situação no Afeganistão, guerras silenciosas para o ocidente e extremamente cruéis. Porém,  uma guerra na Europa, reflete em uma situação mundial tensa que abre portas para conflitos ainda maiores dos que o que já vemos espalhados pelo mundo.

Escrevo este texto da Alemanha, em um trem voltando de Nuremberg, uma das primeiras cidades a apoiar o Nazismo e também uma das que mais sofreu com bombardeios na Segunda Guerra Mundial. Incrédula da situação que nos encontramos, visitar o centro de memória e entender como a cidade foi reconstruída minutos depois de ler notícias e ver vídeos sobre os ataques na Ucrânia me fez entender a atualidade de tantas charges e chamadas de notícias arquivadas naquele museu e relembrar que não existem seres humanos vencedores de uma guerra. O sofrimento e as perdas humanas em um campo de batalha são mútuos e não existem homenagens que apaguem a dor e sofrimento de quem viveu uma guerra. 

Na Europa o medo tomou conta, as histórias da guerra e de como se proteger viraram conversas cotidianas. Nas estações de trem é possível perceber a movimentação de soldados. Ainda tem muita esperança diplomática porém nunca estivemos tão perto de repetir uma parte da história sangrenta e difícil para o mundo.

Não existem vencedores quando o custo da vitória é a vida humana. É inadmissível que tantas pessoas, tanto na Ucrânia quanto na Rússia, tenham seus lares destruídos, percam familiares, amigos, vidas jovens em um conflito que não é necessariamente deles. No Qualquer Latitude nós acreditamos em fronteiras abertas, demonstrações religiosas e culturais livres e estamos juntos, pedindo paz para os Ucranianos, os Russos e todos os afetados por este e outros conflitos.

Yasmin Graeml criou o Qualquer Latitude em 2013 durante um intercâmbio de High School na Austrália, jornalista e apaixonada por contar histórias adora dar conselhos de viagem e preparar roteiros para os leitores do blog!

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