Mercado flutuante e mercado do trem saindo de Bangkok
O mercado flutuante e o mercado do trem são o bate-volta mais clássico saindo de Bangkok. Neste post eu conto como foi e reúno tudo que você precisa saber para fazer esse passeio do jeito certo: como chegar, quanto custa, os horários do trem, como pechinchar no barco e o que fazer se o carro quebrar no meio do nada (sim, aconteceu).
Esta história também está no meu livro Em Qualquer Latitude, no capítulo “O dia em que tudo deu errado, mas que, ainda assim, foi um ótimo dia”. Aqui no blog ela ganha as dicas!
Resumo rápido
| Onde | Mercado do trem de Maeklong: cerca de 80 km a sudoeste de Bangkok, em Samut Songkhram. Mercados flutuantes de Damnoen Saduak e Amphawa: na mesma região |
| Quanto tempo | Um dia inteiro (de 7 a 8 horas com o trânsito) |
| Melhor horário | Sair de Bangkok antes das 8h |
| Quanto custa | Tour em grupo a partir de uns 700 a 1.000 baht. Carro particular e barco são negociados à parte |
| Trem no mercado | Passa cerca de 8 vezes por dia |
Neste post:
- Como foi o meu dia (spoiler: tudo deu errado)
- Mercado flutuante: como funciona e quanto custa
- Mercado do trem de Maeklong: horários e dicas
- Como ir: tour, carro particular ou transporte público
- Como pechinchar na Tailândia sem passar vergonha
- Perguntas frequentes
Como foi o meu dia (spoiler: tudo deu errado)
Comecei o último dia na cidade atrasada. O ideal era ter saído às 8 da manhã, com transfer reservado. Já eram quase 10, estávamos atrasados mas eu não queria perder o passeio. Negociamos com uma motorista de aplicativo para nos levar, esperar e trazer de volta para Bankok
O barco e a minha (primeira) vitória na negociação
Para conhecer o mercado flutuante da comunidade ribeirinha, é preciso alugar um barco. O preço de uma hora começou em 1.500 baht para duas pessoas, uns R$ 208 na época. Eu, que já tinha aprendido a pechinchar, ofereci 600. A moça pediu 1.200, eu fui para 1.000, ela aceitou.
O trem passando no meio da feira
O segundo mercado é daqueles lugares que parecem montagem: uma feira inteira montada em cima do trilho. Quando o trem se aproxima, as barraquinhas recolhem os toldos e as mercadorias, o trem passa devagar a poucos centímetros das bancas, e tudo volta para o lugar em minutos. Foi ali que eu comi o melhor pad thai de toda a nossa temporada na Tailândia.
E então tudo deu errado
Na volta para Bangkok, a motorista parou para abastecer, e o carro não ligou mais. Lá estávamos nós num posto de gasolina no meio do nada, com uma motorista que quase não falava inglês. Depois de uns 30 minutos, ela chamou outro motorista, que nos levou até o hotel.

Mercado flutuante: como funciona e quanto custa
Os mercados flutuantes são feiras montadas nos canais (khlongs), com vendedores que oferecem comida, frutas e artesanato direto de barquinhos. Os dois mais procurados saindo de Bangkok são:
- Damnoen Saduak: o mais famoso e mais fotografado, na província de Ratchaburi. É um mercado da manhã, então o melhor é chegar cedo, antes do meio-dia.
- Amphawa: fica pertinho do mercado do trem, em Samut Songkhram, e é mais local. Ele funciona principalmente do fim da tarde até a noite e nos fins de semana. Confira os dias antes de ir.
Quanto custa o barco? Não existe preço fixo, e os valores mudam de píer para píer. Como referência, a Autoridade de Turismo da Tailândia indica de 300 a 400 baht para o barco a remo e cerca de 600 baht para o barco de motor (long-tail) por mais ou menos uma hora. Em operadores com reserva antecipada, o barco a remo sai a partir de 500 baht por hora, e o de motor, de 850 baht por barco. Ou seja: se te pedirem 1.500 baht, como pediram para mim, tem muito espaço para negociar.
Antes de pagar, confirme:
- se o preço é por pessoa ou por barco;
- quanto tempo dura o passeio e qual é o trajeto;
- se as paradas nas lojinhas estão incluídas;
- onde o barco vai te deixar no final.
Mercado do trem de Maeklong: horários e dicas
O Maeklong Railway Market (Talad Rom Hoop, algo como “mercado do guarda-chuva fechado”) fica a cerca de 80 km a sudoeste de Bangkok, na província de Samut Songkhram. O trem passa por ele cerca de 8 vezes por dia, de manhã e à tarde.
Horários de referência (o trem atrasa e a tabela pode mudar, então confirme na estação ou no hotel no dia):
| Manhã | Tarde |
|---|---|
| 6h20 · 8h30 · 9h00 · 11h10 · 11h30 | 14h30 · 15h30 · 17h40 |
Dicas:
- Chegue entre 8h e 11h30. É quando passa a maior parte dos trens, e dá para ver mais de uma passagem.
- Uns 30 minutos antes, a movimentação começa. Os vendedores se preparam, e é o melhor momento para achar um lugar.
- Quando ouvir a buzina, dê um passo para trás. Nunca fique em cima do trilho e deixe os vendedores mexerem nas próprias barracas.
- Leve dinheiro trocado. Quase ninguém aceita cartão.
- Coma por lá. O pad thai mais gostoso que comi na Tailândia foi ali.
Como ir: tour, carro particular ou transporte público
| Opção | Prós | Contras |
|---|---|---|
| Tour em grupo (de uns 700 a 1.000 baht por pessoa, de 7 a 8 h) | Barato e sem preocupação com horários | Pouco tempo em cada lugar, roteiro fechado |
| Carro particular / táxi negociado (o que eu fiz) | Liberdade de horário e trajeto | Mais caro. Combine tudo antes: ida, volta, o trecho entre os mercados e o tempo de espera |
| Transporte público (van e ônibus) | O mais barato | Demorado e difícil de encaixar no horário do trem |
O que eu faria diferente:
- Sairia antes das 8h. Saindo quase às 10, a gente pegou o trânsito e o mercado flutuante já estava no fim.
- Reservaria o transfer no dia anterior, em vez de negociar um táxi na hora.
- Não marcaria esse passeio no último dia da viagem, nem no dia de um voo. Se algo der errado (e deu), não sobra margem.
- Salvaria o endereço do hotel em tailandês no celular. Ajuda muito quando o motorista não fala inglês, e mais ainda se você precisar trocar de carro no meio do caminho.
Se você vai passar mais dias na cidade, veja também o meu roteiro de três dias em Bangkok.
Como pechinchar na Tailândia sem passar vergonha
Na Tailândia, quase nada tem preço fixo, e pechinchar faz parte da cultura dos mercados. Eu odiava negociar e passei semanas sem comprar nada. Depois de morar alguns meses por lá, aprendi:
- Comece bem abaixo do preço pedido. Algo entre um terço e metade do valor costuma ser um bom ponto de partida.
- Sorria sempre. Negociar na Tailândia é quase uma brincadeira, nunca uma briga.
- Esteja disposto a ir embora. Muitas vezes o preço baixa quando você dá dois passos para longe da barraca.
- Pesquise antes de fechar o barco. O primeiro píer quase nunca é o mais barato.
- Gostou? Compre. As feiras são tão grandes que você dificilmente acha aquela barraquinha de novo.
Escrevi mais sobre isso (e sobre o dia em que caí num golpe para gringo) no post das ilhas Phi Phi.
Perguntas frequentes
Dá para fazer o mercado flutuante e o mercado do trem no mesmo dia? Dá, e é o combo mais comum. Os dois ficam a cerca de 80 a 100 km de Bangkok, na mesma região. Reserve o dia inteiro.
Quanto custa o barco no mercado flutuante? Não existe preço fixo. Como referência, de 300 a 600 baht no preço oficial, e de 500 a 850 baht em operadores particulares, por barco. Sempre negocie e confirme se o valor é por pessoa ou por barco.
Qual o horário do trem no mercado de Maeklong? O trem passa cerca de 8 vezes por dia. Os horários de referência são 6h20, 8h30, 9h, 11h10, 11h30, 14h30, 15h30 e 17h40. Confirme no dia, porque os atrasos são comuns.
Vale a pena ir ao mercado flutuante? Vale, principalmente se você combinar com o mercado do trem e sair cedo. É turístico, sim, mas é uma das cenas mais tailandesas que você vai ver.
É melhor ir de tour ou por conta própria? O tour é mais barato e prático. Indo por conta própria, você tem mais liberdade, mas precisa negociar tudo antes e sair bem cedo.
Para continuar a viagem pela Tailândia
- Roteiro de três dias em Bangkok
- Custo de vida na Tailândia
- Ilhas Phi Phi, na Tailândia
- Festival das lanternas na Tailândia
- Morando na Tailândia: a vida num co-living em Phuket
Quer ler essa e outras histórias? O livro Em Qualquer Latitude reúne as crônicas de um ano rodando o mundo, com as fotos da viagem. Lançamento em breve!
Yasmin Graeml
Yasmin Graeml é jornalista e idealizadora do Qualquer Latitude. Casada com um alemão australiano. Vive entre línguas e latitudes! Já morou na California, em Orlando (trabalhando na Disney), na Tailândia e na Austrália. Ama explorar novos destinos e contar histórias.
Você pode gostar
Custo de vida na Tailândia
maio 1, 2023
Festival das lanternas na Tailândia: guia 2026 e 2027 do Yi Peng em Chiang Mai
outubro 10, 2026