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Trabalho remoto: aprendizados da primeira aventura internacional como Nômade Digital

Depois de dois ano sem sair de casa (e muitas passagens acumuladas), chegou a hora de viajar muito e aproveitar as oportunidades que se abriram com o trabalho remoto. Para este ano, organizei quatro grandes aventuras; a primeira, dois meses na Europa. No avião, escrevi um texto sobre os preparativos para a vida de nômade digital e agora, depois da viagem, vim falar sobre os aprendizados.

Antes de embarcar para a Europa fiz algumas “viagens teste” pelo Brasil. Foi com estas viagens que entendi o meu ritmo e quanto tempo eu deveria ficar em cada cidade. Na teoria estava tudo certo. Porém uma coisa eu não levei em consideração: aqui no Brasil entre uma viagem e outra, mesmo que por alguns dias, eu voltava para casa. E em casa eu sei onde fica a máquina de lavar, o supermercado mais próximo e não perco tempo nem me estresso para entender como chegar ao aeroporto ou à rodoviária.

Para uma viagem de trabalho remoto longa é muito importante ter uma base

Na Europa fomos passando uma semana em cada lugar – e normalmente fazendo uma viagem menor no final de semana. Esse esquema deu muito certo no primeiro mês. Porém, no segundo mês, empacotar tudo que eu tinha a cada 5 dias passou a ser um fator de estresse muito grande.

Apesar de terem sido muitos países, sem uma “pausa” em uma base, os meus preparativos para a vida de nômade digital foram muito bons. A conta internacional funcionou em todos os 6 países por que passamos, o chip de celular também; os cabos estavam sempre fáceis e os wifis de hotéis bem avaliados eram bons; e o fuso – que mudou durante a viagem porque a Europa entrou em horário de verão – não atrapalhou meu desempenho.

A minha rotina de trabalho na Europa

Como a Europa está 4 horas (ou 5, no horário de verão) na frente do Brasil e 8 ou 9 horas na frente da Califórnia, organizei a minha rotina de trabalho das 3 da tarde na Europa até às 11 da noite. Para mim este horário foi ótimo, pois me permita passear e conhecer as cidades durante a manhã e focar no meu trabalho durante a tarde e a noite.

O meu despertador tocava às 9 da manhã e eu já saia para caminhar e explorar. Depois do almoço eu voltava para o hotel ou procurava um café gostoso e com bom wifi para começar o trabalho. Em dias intensos com muitas reuniões, eu voltava para o hotel e tocava o trabalho direto até de noite. Já em dias mais tranquilos, eu começava à tarde em um café e me permitia um intervalo na hora de voltar para o hotel.

No final do dia de trabalho ,eu dormia direto para conseguir estar bem descansada para o dia seguinte. Eu amo andar na Europa, então algumas vezes eu já tinha andado 20km antes da hora de começar a trabalhar!

Trabalho remoto no trem

Para quem nos acompanha no Instagram ou no TikTok não é novidade o quanto eu amei trabalhar nos trens. Talvez esta tenha sido uma das decisões mais certeiras desta viagem: fizemos todo o deslocamento por terra e de trem.

A grande maioria dos trens tem wifi (apesar de algumas vezes não serem tão confiáveis e o plano de celular com internet salvar o dia). Eles são confortáveis e, diferente dos aviões, permitem o uso de eletrônicos por todo o trajeto. Apesar de mais demorados do que avião, quando eu chegava no destino já estava com boa parte do trabalho feito. Para esta viagem utilizamos o Eurail.

E estes foram os aprendizados da minha primeira viagem internacional trabalhando de forma remota! Para acompanhar todas as aventuras, não deixe de nos seguir nas redes sociais.

Yasmin Graeml criou o Qualquer Latitude em 2013 durante um intercâmbio de High School na Austrália, jornalista e apaixonada por contar histórias adora dar conselhos de viagem e preparar roteiros para os leitores do blog!

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