Castelo do Batel

Castelo do Batel – O castelo de Curitiba

Entre os prédios e as ruas movimentadas do Batel, bairro nobre de Curitiba, capital do Paraná, uma construção chama a atenção: o Castelo do Batel. Na entrada principal, um grande portão com grades ornamentadas, no caminho um jardim impecável e na frente do castelo um chafariz. Um lugar que poderia ter saído de um conto de fadas. 

Inspirado nos castelos franceses, o Castelo do Batel foi construído inicialmente para a família do cafeicultor Luiz Guimarães. A construção, que demorou quatro anos para ser concluída, ficou pronta em 1928. Em 1947, o castelo foi vendido para a família do então governador do estado, Moysés Lupion e na década de 1970, foi alugado e se tornou sede da RPC (afiliada da Rede Globo no Paraná). Atualmente é um espaço de eventos e, durante a pandemia, um restaurante. 

Durante os anos em que o Castelo do Batel foi moradia da família Lupion, o ex-governador tinha seu gabinete e recebia visitas oficiais na propriedade. Passaram pelo castelo, em visita ao Paraná, presidentes de países, chefes de estado e celebridades. 

Jantar e tour pelo Castelo do Batel

Sala de jantar principal do Castelo do Batel

Os jantares e almoços de domingo no castelo acontecem nas amplas salas térreas. As mesas são arrumadas com prataria, velas e toalhas cheias de detalhes. O menu traz pratos sofisticados e o atendimento é impecável fazendo o convidado se sentir como um membro da realeza, ou melhor, da sofisticada elite paranaense dos meados do século XX. Na sala de jantar principal há um grande lustre, uma lareira e cinco mesas perfeitamente arrumadas para os convidados. 

Depois do jantar eles oferecem um tour pelo castelo. Alguns objetos pessoais e as fotos dos eventos e casamentos da família podem ser vistos durante um tour pelo castelo. 

A visita guiada começa pelo térreo, passando por todas as salas de jantar e de estar, segue para o antigo gabinete do governador Moysés Lupion e relembra momentos históricos para a região. No térreo, também fica o espaço de eventos mais moderno, onde acontecem as grandes festas do castelo, comportando até 1500 pessoas.

O segundo andar, onde ficam os quartos do castelo, é usado como sala da noiva e da família nos dias de eventos de casamento. Além de vários itens da mobília original, há estátuas, quadros, fotografias e documentos da construção do castelo. 

O terceiro andar do castelo e a torre foram inteiramente pintados por Miguel Bakun, um dos maiores pintores paranaenses dos anos 50. Nas paredes do terceiro andar, as pinturas remetem aos países que o pintor visitou. A torre, por sua vez, foi pintada para ser um farol. Estas partes não podem ser fotografadas, de modo que não temos nenhum spoiler por aqui! Mas vale a pena visitar. 

Palacete do Batel

Palacete do Batel

Dividindo terreno com o castelo, o Palacete do Batel, também é, atualmente, um espaço de eventos, comportando até 120 pessoas. Mais antigo que o castelo, a construção do palacete foi concluída em 1914, sendo um símbolo do ciclo de erva-mate no Paraná.

O Palacete foi edificado para ser a casa de Ildefonso Rocha, um grande produtor de erva-mate. Com o passar dos anos foi residência de várias famílias abastadas, até se tornar um local de eventos. A parte mais curiosa do espaço é o vitral que, dependendo da luz, mostra o rosto da filha de um dos casais que foi proprietário da casa em dado momento.

Tanto o Castelo do Batel quanto o Palacete do Batel são patrimônio tombado. Guardam muita história da economia, da política, da comunicação e da arte do Paraná.

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Yasmin Graeml criou o Qualquer Latitude em 2013 durante um intercâmbio de High School na Austrália, jornalista e apaixonada por contar histórias adora dar conselhos de viagem e preparar roteiros para os leitores do blog!

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